É isso aí, hoje não vai ter nem DC nem MARVEL, hoje vai ser IMAGE. Sim, e nem é IMAGE toda cult, que publica quadrinho autoral de baixa tiragem e edições especiais, vai ser a IMAGE RAIZ, aquela do começo, toda copiada da própria MARVEL (local de onde os principais fundadores saíram pra começo de conversa). Então vamos lá, falemos dessa que é uma das primeiras edições do Hulk policial baixinho de barbatana.
Apesar do meu comentário anterior, você devem entender (e aceitar) que na verdade o Savage Dragon é um personagem bem diferente do Hulk. Na verdade, a única semelhança é a cor verde, a força e o poder de se regenarar rápido. De resto é bem diferente mesmo.
Essa história foi publicada originalmente na segunda edição mensal americana do Dragon, em 1993. E nela, vemos que o verdão foi dar uma passeada em Nova Iorque pra verificar ocorrências de um gárgula gigante que anda fazendo aparições na cidade.
É um plot bem batido mesmo, não fosse a aparição das tartarugas ninjas (única razão real pra essa resenha).
Como sempre acontece em crossovers, as tartarugas e o Dragon brigam sem razão aparente ,por umas duas páginas, mas então resolvem unir forças já que elas também estavam atrás do tal gárgula. Que aparece mesmo depois.
Eles vencem o gárgula e seguem seus caminhos. Dragon volta pra Chicago e as Tartarugas voltam pro esgoto, mas não sem antes deixar um gancho pra uma possível trama maior, dessa vez envolvendo só as tartarugas.
Agora eu pergunto: quem diabos é essa mulher? Eu não me lembro de ver ela antes enfrentando as Tartarugas e nem depois enfrentando o Dragon (sim eu lí muitas edições do Dragon). E que porra de aparência é essa que o Erik Larsen bolou??? Cabelo todo maluco, peito muito gigante e desproporcional, mó cara de traveco e os abdominais mais estranhos do mundo.
Vale comentar algo aqui sobre a arte do Erik Larsen. Ele não é mal desenhista, mesmo. Quando ele faz um traço mais normal, o desenho ganha personalidade. Mas eu não entendo qual é a dele de fazer homens tão FORTES e desporporcionais e mulheres tão exageradamente peitudas e desengonçadas. Acho que a melhor mulher heroína que ele desenhou nesse mundinho do Dragon foi a Ricochete porque ela se parece mesmo com uma adolescente norm...
Ok, esqueçam, acabei de ver essa imagem e desisti da afirmação. Erik Larsen é um descompensado mesmo.
Mas eu não consigo dizer que a edição é RUIM. Tanto que ela vem durando nas minhas mãos por anos e eu não consigo jogar fora ou dar pra alguém. Não é ótima, claro que não, mas diverte. E se o Erik Larsen tem uma qualidade é essa, de todos os fundadores da Image ele era o que melhor sabia escrever um roteiro. E entre os plágios da Image, O Dragão Selvagem se salvava como o mais original em suas histórias. E é o único que é escrito até hoje pelo seu criador, que mantêm sua própria cronologia, inclusive fazendo o tempo nas hqs passar na mesma velocidade que no mundo real.
Essa última parte eu não confirmo, pra falar a verdade, porque eu só ouvi falar, hehe. Eu lí muito Savage Dragon, mas nem tanto assim.
Mas bem, além dessa história, tem um outro tapa buraco nessa edição, uma história do Star um personagem que era o Homem-Aranha sem poderes de aranha. Mas o visual É PARECIDO e a personalidade também era bem a mesma. Repare.
Nessa História ele persegue a acidentalmente mata um vilão que tem poderes baseados no fogo. A única contribuição aqui é mostrar como o tal personagem ficou careca. É um tapa buraco bem safado, mas não é dos piores.
Não vele a pena se desesperar por isso, Star. Lembre-se do Michael Jackson, ele desistiu quando queimou o cabelo? CLARO QUE NÃO!Acaba ganhando uma nota 2,5 de 5.
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